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“Estupro tira a pele sem tirar a pele da mulher. É preciso erradicar a cultura da violência patriarcal e machista no nosso país” – Eleonora Menicucci

Em 7/12/2017

“Quer dizer que executar políticas públicas, promover o bem estar da população é coisa de governo de esquerda? Não isso faz parte de um governo democrático, de um governo humanitário é o que o Governador Flávio Dino está fazendo pelo Maranhão”.

Eleonora Menicucci, socióloga e ex-ministra das Secretaria das Mulheres falou ainda sobre a violência contra as mulheres como violação dos direitos humanos. “Só sabe o significado de um estupro quem sofreu a violência. O estupro tira a pele sem tirar a pele. O estupro, fora o feminicídio, é a maior violência contra as mulheres”. Ela lembrou que mesmo que a violência não tenha classe social, ela atinge em maior número as mulheres negras de baixo poder aquisitivo.

A fala aconteceu no encerramento da campanha dos 16 Dias de Ativismo da Secretaria da Mulher que teve como tema: “A violência contra a mulher deixa muitas marcas, o feminicídio é a pior delas”. A ex-ministra falou sobre “As mulheres e a luta pelos direitos humanos” para uma plateia composta por estudantes, representantes de movimentos femininos e feministas, movimento das pessoas com deficiência e autoridades dos poderes executivos e legislativo.

O evento realizado em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular, contou com a presença do Governador Flávio Dino que concedeu à Eleonora Menicucci a “Medalha de Ordem do Mérito Timbira”, que é concedida às personalidades que se distinguiram por relevantes serviços prestados ao Estado do Maranhão, concorrendo para o bem-estar social e grandeza material e espiritual do seu povo.

“Essa honra é para sublinhar movimentos e personalidades destacadas e gostaria de registrar nosso agradecimento pelo seu trabalho relevante na militância a favor da democracia e dos direitos humanos”, disse Flávio Dino.

O Brasil é o sétimo país no mundo que mais mata mulheres. Apesar disso está entre os 16 países da América Latina que tipifica a morte de uma mulher como feminicídio. No Maranhão os índices de violência contra a mulher tem crescido. Em 2016 foram registrados 533 casos de feminicídios no estado, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Segundo o Ministério da Justiça, as mulheres negras têm duas vezes mais chances de serem assassinadas que as mulheres brancas. “A lei do feminicídio quebrou o patriarcado na relação com casos de homicídio. O feminicídio é a morte da mulher por ser mulher e as denúncias ficaram mais específicas”, pontuou Eleonora Menicucci.

A ex-ministra também elogiou a manutenção e os avanços atingidos pelo Maranhão na proteção da mulher e no enfrentamento da violência. “É muito significativo e muito importante que, neste momento de desmonte de políticas nacionais, você possa contar com uma coronel coordenadora de uma patrulha Maria da Penha”, destacou Eleonora.

Durante o evento, a secretária de Estado da Mulher, Terezinha Fernandes, ressaltou que, desde a abertura da Casa da Mulher, dia 14 de novembro, já foram realizados 466 atendimentos e também na zona rural com auxílio do ônibus lilás. A Delegacia da Mulher funciona 24h, a Patrulha Maria da Penha também já está instalada na casa e o SINE também iniciou suas atividades em dezembro.

A Secretária também ressaltou ações voltadas para a valorização e proteção das mulheres do Governo Flávio Dino como a criação do GTI do Feminicídio; a criação do Departamento de Feminicídio, no âmbito da estrutura da Polícia Civil; a criação da Coordenadoria das Delegacias de Atendimento e Enfrentamento à Violência contra a Mulher e o decreto que instituiu o dia 13 de novembro como o dia Estadual contra o Feminicídio, mas segundo ela é preciso trabalhar a juventude “precisamos agora educar nossos jovens, meninos e meninas eles são o nosso futuro para quem sabe nossos netos não vivenciem a violência contra a mulher”, disse a Secretária da Mulher Terezinha Fernandes.

 

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