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Projeto Mães da Ilha homenageia lideranças femininas de matriz africana

Em 25/09/2017

Secretários de Estado no Terreiro do Justino, na Vila Embratel, homenageando Mãe Mundica Estrela.

Lideranças femininas de religiões de matriz africana são as homenageadas do Projeto Mães da Ilha, realizado pelo Governo do Maranhão. A ação promove o diálogo e leva políticas públicas de saúde, igualdade racial e empoderamento para terreiros de São Luís até o dia 30 deste mês.

O público-alvo da iniciativa são mulheres adeptas de religiões de matriz africana, frequentadoras das casas ou moradoras de comunidades vizinhas aos terreiros, como Mãe Yolanda Primaz Motta, do Centro Espírita Luz e Caridade, no Anjo da Guarda.

 

“Pela primeira vez o Estado vem aos terreiros do Maranhão para valorizar nossa ancestralidade e reconhecer nossa importância na cultura do povo”, disse a mãe de santo. “Estávamos à margem das políticas públicas, sem assistência de saúde e direitos sociais. Agora, nossa comunidade é vista pelas autoridades que compõem o Governo”, frisou.

Mãe Yolanda foi uma das homenageadas e ganhou placa comemorativa e kit de sabonetes artesanais confeccionados por internas do sistema prisional. Mãe Dedé, do Terreiro de Iemanjá, também recebeu presentes e agradeceu, emocionada.

“Estou honrada e gratificada pela lembrança e pelo projeto. Peço que Vodum sempre proteja e abençoe quem queira o bem dos outros e a vocês, que estão aqui com a gente”, declarou

Aferição de pressão arterial, testes de glicemia, DSTs/Aids, hepatite B e C, sífilis, preventivo do câncer de colo uterino, clínica médica, imunização, dispensação de medicamentos, oficinas, palestras da Carreta da Mulher e escuta especializada da Ouvidoria da Mulher estão entre os serviços oferecidos por meio da ação.

As Secretarias de Estado da Mulher (SEMU), Saúde (SES) e Igualdade Racial (SEIR) são parceiras na iniciativa.

Carreta da Mulher presta atendimentos às mulheres das comunidades atendidas pelo projeto Mães da Ilha

Visibilidade

Segundo a titular da SEMU, Laurinda Pinto, a ação reduz vulnerabilidades e garante direitos às mulheres. “Terreiros de matriz africana são espaços de mulheres que lideram coletivos. Elas precisam ser visibilizadas, valorizadas e ter oportunidades”.

“Estamos aqui para contribuir com a articulação de direitos plenos que historicamente foram negados a essa população, possibilitando mais benefícios às comunidades”, afirmou Laurinda.

“Quando o Governo vem a um terreiro e se compromete com essas pessoas que cuidam de outras pessoas, trazendo saúde e educação, está levando políticas públicas voltadas para quem sempre foi esquecido”, disse a coordenadora de Educação Popular da SES, Ana Luiza Borges.

Atendimento

Para o secretário de Articulação de Políticas Públicas, Marcos Pacheco, as ações do projeto Mães da Ilha aproximam Governo e comunidade. “Essas ações podem ser resumidas numa palavra: aproximação. É o Estado que se aproxima de uma comunidade relativamente periférica e invisível para cumprir seu papel”.

“O projeto prova que o Governo está junto às comunidades, o que nos fortalece enquanto agentes públicos servidores do povo. Estou muito feliz de estar contribuindo e até me emocionei de estar aqui”, completou o secretário.

“Muitas vezes, as pessoas destes espaços não têm atendimento adequado nos centros médicos. Esta ação do Governo promove, efetivamente, política pública para atender suas necessidades”, disse a secretária-adjunta de Igualdade Racial, Socorro Guterres.

No Terreiro de Iemanjá, na Fé em Deus, o secretário Gerson Pinheiro e técnicos das Secretarias de Estado prestam homenagem à Mãe Dedé.

Memória

Como parte das ações do Mães da Ilha, o Governo do Maranhão, por meio dos gestores das pastas envolvidas, se reúne com as lideranças das comunidades para reafirmar compromisso na prestação de serviços. Também é lido memorial sobre cada terreiro.

O titular da SEIR, Gerson Pinheiro afirma que, com a iniciativa pioneira, o Governo combate o racismo e o preconceito contra os terreiros de matriz africana. “O Estado agora chega para dar as mãos a essas mulheres, lideranças das casas, trazendo políticas públicas”.

“Permitimos assim que suas vozes cheguem até o Governo para que a gente consiga mudar a questão da discriminação e garanta a proteção e a manutenção desses espaços de convivência”, finalizou.

Programação

Dia 23 de setembro
Salão de Pedra Mirá, Mãe Socorro Pinheiro – Rua N. Senhora da Vitória, n° 16B, Miritiua, Turu.

Dia 25 de setembro
Centro São Cosme e São Damião Mãe Cici – Av. Sarney Filho, Quadra 79, Casa 03, Vila Janaína.

Dia 28 de setembro
Casa do Barco Mãe Maria José – Av. Paulo Avelar, Vila São José, Paço do Lumiar.

Dia 29 de setembro
Terreiro de Oxóssi Mãe Paula – Rua Miritiua, Miritiua, São José de Ribamar.

Dia 30 de setembro
Ilê Axe Alagbede Olodumare Ferreiro de Deus Mãe Venina de Ogum – Av. dos Marceneiros, 63, Zumbi dos Palmares, Paço do Lumiar.

 

Endereço

Avenida Jerônimo de Albuquerque, s/n
Palácio Henrique de La Rocque – 2º Andar
Jardim Renascença – São Luís – MA
CEP: 65070-901

HORÁRIO DE ATENDIMENTO
De segunda à sexta, das 13h às 19h

OUVIDORIA DA MULHER
(98) 98427-1002

(98) 98427-3681

De segunda à sexta, das 09h às 19h

Localização

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